Gotas que vão
Setembro 30, 2009
Agarrando com força
O extremo mais próximo
De uma frágil vidraça
Que se descasca
Tenta originar
Um estampido breve
Em uma noite suave
Corre sem saber
Para sem quase ouvir
Pensa no que dizer
Contempla a natureza
Sente, apenas sente
De volta procura
O que não está ali
Descobre uma janela
Estende as mãos
Tarde, muito tarde
O chão molhado
Diz tudo silenciosamente
Fim de tempestade
Começo de verão
Até que outro dia passe
Um Sorriso
Setembro 11, 2009
Estava ali, bem na minha frente, sossegado, escancarado, um sorriso gratuito que não era bem pra mim, mas pouco importava. Não, a dona dele, em si, quem ela era também não importava. O que contava era aquele momento. De um rosto nunca antes visto saía tanta beleza, paz e alegria. Via seus lábios mexerem, mas nada podia ouvir, importava-me? Não. Sentia apenas, admirava-me, encantado ficava. Alguns outros seres humanos não tão iluminados passavam na minha frente impedindo por alguns instantes o testemunho daquele espetáculo. Aos poucos as interrupções ficavam mais freqüentes até então não ser possível acompanhar mais nada. Aquela visão, aquele show, procurava e já não mais encontrava. Fechava os olhos então, tentava repetir em minha mente tudo que fora registrado como um filme que seria repetido infinitas vezes. A doçura daquele olhar, a maestria na disposição das mãos enquanto falava, tudo contribuía para a concepção daquela obra quase perfeita, pelo menos aos meus olhos. Pensava então: caso esta seja melhor, me belisque e me acorde para a realidade.
*Prox post será o post sobre ajax que havia prometido.